EMPRÉSTIMOS
Quando vale a pena contratar um empréstimo pessoal?
O empréstimo pessoal pode ser uma boa saída quando usado para resolver um problema real — e não para criar outro.
Imagine uma situação comum: a pessoa tem uma dívida no cartão, outra em uma loja, uma conta atrasada e ainda está pagando juros todos os meses. Cada dívida vence em uma data diferente, com valores diferentes, e a sensação é de estar sempre correndo atrás do prejuízo.
Nesse caso, um empréstimo pessoal pode ajudar se ele servir para organizar a vida financeira, juntar dívidas mais caras em uma parcela mais previsível ou resolver uma emergência sem cair no cheque especial ou no rotativo do cartão.
O ponto principal é não olhar só para o valor que será liberado. É preciso olhar o valor total que será pago, incluindo juros, tarifas e encargos. Esse valor completo é chamado de Custo Efetivo Total, o CET, e o Banco Central orienta que ele seja comparado antes da contratação de crédito.
Situações em que pode fazer sentido
Pode valer a pena contratar um empréstimo quando:
A pessoa precisa quitar uma dívida com juros mais altos.
Exemplo: está pagando cartão atrasado, cheque especial ou várias contas pequenas que viraram uma bola de neve.
A pessoa teve uma emergência.
Exemplo: remédio, conserto urgente, aluguel atrasado, problema no carro ou alguma situação que não dava para prever.
A pessoa quer trocar várias dívidas por uma parcela só.
Exemplo: em vez de pagar cinco cobranças diferentes, organiza tudo em um único pagamento mensal.
A pessoa já sabe quanto pode pagar por mês.
Esse é o ponto mais importante. Não adianta pegar um valor agora e depois perceber que a parcela não cabe no orçamento.
Quando não vale a pena?
Não vale a pena contratar empréstimo só porque “foi aprovado”.
Também não é uma boa ideia pegar crédito para compras por impulso, para manter um padrão de vida que o salário não sustenta ou para pagar uma dívida sem mudar o comportamento que causou o problema.
Empréstimo bom é aquele que resolve uma situação.
Empréstimo ruim é aquele que só adia o problema para o mês seguinte.
Antes de contratar, a pergunta mais honesta é:
Essa parcela cabe na minha vida real ou só cabe na minha esperança?